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Nery da Encarnação Delgado, Joaquim Filipe Versão para impressão Enviar por E-mail

Joaquim Filipe Nery da Encarnação Delgado (Elvas, 26 de Maio de 1835 ― Buçaco, 3 de Agosto de 1908)

Autoria: Ana Carneiro

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Palavras-chave: geologia, paleontologia, Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos

Período: 1835-1908

Biografia

Joaquim Filipe Nery da Encarnação Delgado (Elvas, 26 de Maio de 1835 ― Buçaco, 3 de Agosto de 1908) é baptizado a 23 de Junho, na Sé de Elvas. Neto pelo lado paterno de José da Encarnação Delgado, Major de Artilharia, governador do Forte da Graça, é filho de Francisca Rosa Delgado e do Tenente-Coronel, José Miguel Delgado, mais tarde também ele governador da mesma fortificação. Aos sete anos, fica órfão de pai. Vai então viver com uma irmã, casada com o engenheiro militar Gilberto António Rola Júnior. Este cai em desgraça por se opor ao golpe militar chefiado por Costa Cabral e pelo Duque da Terceira, e por se recusar a declarar, por escrito, o sentido do seu voto nas eleições de 1842. Deportado para a ilha de S. Miguel, acompanhado da mulher e de Nery Delgado, aí permanecerá até 1844, ano em que regressa a Lisboa.

Gilberto Rola inscreve, então, o jovem cunhado no Real Colégio Militar, em Rilhafoles, em 1844. Concluído o curso do Colégio Militar, em 1850, com aprovação plena no exame de preparatórios e distinções nas disciplinas dos dois últimos anos, Nery Delgado frequenta a Escola Politécnica, terminando o curso geral, em 1853, com dois 1ºs prémios, nas 4ª e 7ª cadeiras (Astronomia e Mineralogia, Geologia e Princípios de Metalurgia, respectivamente). Dois anos volvidos, forma-se em engenharia na Escola do Exército com distinção na 6ª cadeira (Topografia) e na 2ª parte da 4ª cadeira (Hidráulica). Frequenta, durante um ano, um curso de minas e docimasia, na Escola Politécnica, que conclui com distinção, e, a 22 de Outubro de 1855, é despachado Alferes efectivo.

Entretanto, com o advento da Regeneração e a consequente reestruturação do Estado, fora criado, em 1852, o Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria (MOPCI). Já no posto de Subtenente de Engenharia, Nery Delgado passa a integrar, em 1856, uma comissão, criada no âmbito do MOPCI, encarregada de estudar a regularização das cheias do Mondego, dirigindo essas obras bem como as da barra da Figueira da Foz. O ano seguinte marca a criação, no quadro do MOPCI, da Comissão Geológica, uma secção da Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, Corográficos, Hidrográficos e Geológicos do Reino, presidida pelo General Filipe Folque e dirigida pelo Capitão de Artilharia Carlos Ribeiro, e por Francisco António Pereira da Costa, lente de mineralogia e geologia, na Escola Politécnica. A Comissão Geológica tem por principal missão efectuar o reconhecimento e elaborar cartografia geológica do território nacional. Nery Delgado é, então, admitido no lugar de adjunto.

Em 1860, casa com Maria Ricardina Augusta da Fonseca, que conhecera na Figueira da Foz, de quem terá três filhas – Ricardina Adelaide, Virgínia Palmira e Amélia Beatriz, mortas solteiras e sem descendência.

Ao cabo de onze anos de trabalho na Comissão Geológica, Nery Delgado vê a sua actividade interrompida. Devido a dissensões profundas entre os dois directores, Carlos Ribeiro e Pereira da Costa, a Comissão Geológica é dissolvida, em 1868. Em 1869, o Ministro Joaquim Lobo d’Ávila restabelece a Comissão Geológica, agora com o nome de Secção dos Trabalhos Geológicos. Nery Delgado retoma as suas funções de adjunto, e Carlos Ribeiro as de director, cargo que desempenhará até à sua morte, em 1882, sendo substituído pelo seu discípulo e amigo. Nery Delgado dirigirá a Comissão, entre 1882 e 1908. É durante o seu mandato que os serviços geológicos sofrem diversas alterações de nome e estrutura e que, em 1883, cria um dos primeiros periódicos científicos portugueses especializados, as Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos.

Embora deva a Pereira da Costa algumas noções de mineralogia e de paleontologia aprendidas na Escola Politécnica e no gabinete da Comissão Geológica, é com Carlos Ribeiro que Nery Delgado aprende o ofício de geólogo, atribuindo ao trabalho de campo, até aí quase inexistente em Portugal, uma importância fundamental na prática geológica.

A obra de Nery Delgado participa das transformações mais significativas do conhecimento geológico ocorridas no século XIX e contribui para elas de um modo que transcende o espaço nacional. Embora bem relacionado com a elite local, não são muitos os seus interlocutores nacionais no plano estrito da geologia, pelo que alarga os contactos internacionais, iniciados por Carlos Ribeiro. Assim, nos planos institucional e pessoal, envolve-se numa vastíssima correspondência com especialistas de todo o mundo, já que escreve bem em francês, língua franca na ciência da época. De entre os seus inúmeros correspondentes de diversas nacionalidades, destacam-se: Francisco Tubino; Lucas Mallada; Justo Egozcue y Cia; Juan Vilanova; Manuel Fernandez de Castro; José MacPherson; Hermegildo Giner de los Rios; Eduardo Benot; Charles Barrois; Emile Cartailhac; Gaston de Saporta; Amour Auguste Louis de Berthelot, Baron de Baye; Gabriel de Mortillet; Louis Lartet; Frédérique Fontannes; Stanislas Meunier; René Zeiller; Jules Marcou; Oswald Heer; Percival de Loriol; Pietro Zezi; Achille de Zigno; Giovanni Capellini; Gilles Dewalque; Edouard Suess; Wilhelm H. Waagen; Karl Alfred von Zittel; Wilhelm Hauchecorne; Sir Archibald Geikie; Sir Edwin Ray Lankester; Sir John Evans; John Marr; Alfred Nathorst; Otto Torel; George  M. Wheeler; Percy Raymond; William B. Rogers, etc.

Paralelamente, é membro de diversas sociedades científicas estrangeiras, participa institucionalmente nas exposições universais e efectua visitas a diversos países europeus com múltiplos objectivos científicos. Participa, também, nas reuniões do Congresso Internacional de Geologia, criado em 1878, que reúne regularmente com o intuito de normalizar a linguagem verbal e visual da geologia e de superintender à publicação da carta geológica da Europa, e do Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-históricas, dominado por questões em torno das origens e evolução do Homem.

Nery Delgado vê o seu trabalho reconhecido, tendo sido agraciado com diversas condecorações nacionais e estrangeiras, bem como louvores de que se destacam: Grã-Cruz da Real Ordem de São Bento de Aviz, 1905; Medalha Al Merito Cientifico, Academia Real de Ciencias Exactas, Fisicas y Naturales, Madrid, 1905; Grand Prix, Exposition Universelle de Paris, 1900; Officier da Légion d’Honneur, 1870; Recompense, Exposition Universelle de Paris, 1867 (em parceria com Carlos Ribeiro); Louvor de El-Rei D. Carlos pela sua carreira, 1905; Louvor do Governo Civil de Lisboa pela participação na Comissão encarregada do estudo das causas da febre tifóide e medidas de saneamento a adoptar, 1882; Louvor de El-Rei D. Luís pelos trabalhos apresentados na IX Sessão do Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-Históricas, Lisboa, 1880; Louvor do Conde de Ficalho, Francisco Manuel de Mello Breyner, pelo trabalho sobre a arborização geral do país, realizado em parceria com Carlos Ribeiro, 1869. Foi, ainda sócio de diversas associações e agremiações científicas, nomeadamente: Academia das Ciências de Lisboa; Associação dos Engenheiros Civis Portugueses: Sociedade de Geografia; Die Berliner Gesellschaft für Anthropologie, Ethnologie und Urgeschichte; Die Kaiserliche-Königliche Geologische Reichsanstalt; Société Geólogique de France; Société Française d’Archéologie; The Geological Society of London; La Real Academia das Ciências de Madrid, La Real Academia de Ciências Naturales y Artes de Barcelona; La Real Academia Valdarnese del Poggio; Società Geologica Italiana, entre outras.

A produção científica de Nery Delgado abarca áreas que vão desde a cartografia geológica, estratigrafia, paleontologia, arqueologia e paleoantropologia até à geologia aplicada.

À data da fundação da Comissão Geológica, em 1857, Carlos Ribeiro planeia iniciar os trabalhos com vista à publicação de um mapa geológico geral, seguido de mapas de pormenor das regiões representativas dos sistemas geológicos em que os membros da instituição viriam, gradualmente, a especializar-se. No entanto, é obrigado a mudar de rumo. A falta de uma base topográfica fiável força-o a esperar que a Direcção dos Trabalhos Geodésicos publique um mapa geográfico geral de Portugal que sirva de base ao mapa geológico.

Tendo por fundamento trabalho anteriormente por ele realizado, o reconhecimento geológico de Portugal arranca em Novembro de 1857, na região de Setúbal e províncias do Alentejo e Algarve. No ano seguinte, Nery Delgado desloca-se ao Minho, tendo utilizado um mapa topográfico desta região da autoria de Sir Nicholas Trant, um brigadeiro do exército português, de ascendência irlandesa, que lutara nas guerras peninsulares. É na sequência desta missão que Ribeiro se queixa oficialmente da ausência de mapas geográficos fiáveis, reiterando a queixa em sucessivos relatórios enviados à tutela, nos quais solicita, repetidamente, a elaboração de um mapa geográfico de Portugal na escala 1:500 000.

Este mapa leva cinco anos a ser terminado (1860-1865), obrigando a Comissão Geológica a rever o plano de trabalho inicial. Os dados geológicos entretanto obtidos por Ribeiro e Nery Delgado, durante as missões de 1857, são lançados em folhas da carta corográfica, na escala 1: 100 000, então a ser publicada pela Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, sob a orientação de Filipe Folque.

Entre 1862 e 1864, Nery Delgado elabora cartas geológicas sobre as folhas 19 e 20 da carta corográfica (regiões de Óbidos e Lourinhã), mas apenas numa versão aguarelada. Em Abril de 1867, acompanha Carlos Ribeiro ao norte de Portugal, de onde regressam em Setembro. Iniciam, então, a preparação da carta geológica geral de Portugal na escala 1:500 000, da qual é feita uma primeira versão aguarelada, apresentada na Exposição de Paris, em 1867, ganhando uma medalha de prata. Mais tarde, esta carta será cromolitografada e publicada em duas ocasiões distintas: em 1876, é feito um pequeno número de impressões para serem exibidas na Exposição de Filadélfia; em 1877, apesar de os exemplares terem a data de 1876, é feita nova impressão com algumas modificações à edição anterior, no que se refere ao Paleozóico do Baixo-Alentejo e à convenção de cores.

Posteriormente, quando o projecto de publicação de uma carta geológica da Europa é lançado, na sessão de 1881 do Congresso Internacional de Geologia, em Bolonha, a Comissão Geológica junta-se ao empreendimento. Em colaboração com o geólogo suíço contratdo pelos serviços geológicos portuguese, Paul Choffat, Nery Delgado contribui para a carta geológica da Europa na escala 1:1 500 000, publicada em Berlim, em 1896, sob a direcção de Wilhelm Hauchecorne e Heinrich Ernst Beyrich.

Delgado e Choffat prepararam uma segunda versão mais precisa da carta geológica de Portugal, em 1876, também na escala 1:500 000. Apresentam a versão aguarelada na reunião do Congresso Internacional de Geologia, realizada em Londres, em 1888, a qual é impressa, em 1899, ganhando, em 1900, a medalha de ouro na Exposição Universal de Paris. Esta carta manter-se-á o mapa geológico de referência do território nacional, até 1972.

Para além da cartografia geológica, os trabalhos mais relevantes de Nery Delgado no domínio da geologia centram-se no reconhecimento geral dos terrenos do Paleozóico de Portugal e sua classificação estratigráfica. Nery Delgado publica, em 1870, as suas primeiras ideias relativas à classificação de estratos do Paleozóico em três notas, a primeira das quais apresenta uma breve descrição de toda a Era e, a segunda e terceira, um estudo mais pormenorizado dos terrenos metamórficos do “Silúrico.”

Por volta de 1876, concentra-se no estudo dos xistos contendo Nereites de S. Domingos, no Baixo Alentejo, icnofósseis que classificou como pertencendo ao “Silúrico inferior” (actualmente Ordovícico). A idade dos xistos do “Silúrico” torna-se uma das suas principais preocupações e, sobre este assunto, corresponde-se com diversos especialistas estrangeiros. Nery Delgado irá rever este trabalho por duas vezes ao longo da vida. Em resultado disso, a fauna de S. Domingos, inicialmente classificada como sendo do “Silúrico inferior” (Ordovícico), é mais tarde deslocada para o “Silúrico superior” (actual Silúrico).

No decurso dos anos oitenta, mostra-se determinado a esclarecer questões em torno dos icnofósseis do Ordovícico, especialmente os designados por “bilobites” (Cruziana), particularmente abundantes em Portugal. A exemplo do paleontólogo francês Gaston de Saporta, e de outros, Nery Delgado defende a origem vegetal destes fósseis, envolvendo-se numa controvérsia, que se prolonga de 1885 a 1888, com diversos intervenientes dos quais se destaca o paleontólogo sueco Alfred Nathorst. Este defendia a interpretação actualmente aceite de que estes icnofósseis não são mais do que rastos resultantes da actividade de trilobites, a classe de artrópodes mais primitiva que habitou os mares do Paleozóico.

Dos anos noventa em diante, Nery Delgado revê trabalho anterior relativo ao Câmbrico, Ordovícico e Silúrico do Alentejo, especialmente de Barrancos e S. Domingos, mas também de Valongo e do Buçaco. Por volta de 1892, descreve uma trilobite gigante, encontrada em Valongo, que baptiza de Lichas riberoi, em homenagem ao seu mestre. Também anuncia, entusiasticamente, a descoberta de fósseis do Câmbrico em Vila Boim, nas imediações de Elvas, tema a que regressará, em 1897.

Em 1904, descreve a fauna câmbrica do Alto-Alentejo, composta de moluscos, crustáceos e braquiópodes, que considera estarem entre os primeiros vestígios de vida na Terra. No ano seguinte, trabalha na descrição da “fauna primordial” (Câmbrico), revendo as classificações estratigráficas de 1899. Nesta altura, sente que deve, por uma última vez, resumir as suas ideias sobre o Paleozóico, pelo que, em 1908, publica uma monografia, contendo cortes do “Silúrico,” apresentando argumentos no que se refere aos afloramentos de Valongo e da sua extensão na direcção de S. Félix, e ainda, os do Buçaco e de Barrancos. Sendo a tectónica de Valongo e do Buçaco particularmente complexa, especialmente na direcção de Penacova e de Góis, os estudos prosseguem por algum tempo, até a sua morte lhes pôr termo.

Na área da arqueologia e antropologia pré-históricas, os trabalhos de Nery Delgado inscrevem-se na preocupação com as origens do Homem. Aqui, os estudos mais significativos são os das grutas da Cesareda, que descreve em 1867, e o da gruta da Furninha, Peniche, em 1880. A descrição e morfologia desta última são apresentadas na IX Sessão do Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-Históricas, realizado em Lisboa, em 1880, por iniciativa de Carlos Ribeiro e dele próprio. Publica, ainda, um estudo sobre cavernas com especial destaque para a de Santo Adrião, em Trás-os-Montes.

Ao privilegiar uma abordagem de base científica, caracterizada pela convergência da geologia, paleontologia, e paleoantropologia, Nery Delgado, apesar de uma produção científica quantitativamente reduzida, dá um contributo importante para fazer sair estas áreas da esfera das práticas do coleccionador-antiquário. Os métodos estratigráficos não diferem substancialmente dos actuais, pelo que os resultados da investigação alcançados neste domínio ainda hoje são válidos.

No que se refere à geologia aplicada, área que não o entusiasma especialmente, desde o início da sua carreira na Comissão Geológica que Nery Delgado acompanha Carlos Ribeiro em trabalhos associados à exploração de minas e pedreiras e à hidrogeologia. Mesmo durante a suspensão da Comissão Geológica do Reino, em 1868, mestre e discípulo são solicitados a efectuar o estudo que conduziu ao relatório sobre a arborização do país, ainda hoje uma obra de referência.

À época, a hidrogeologia reveste-se de especial importância, pois vais possibilitar a prospecção, canalização e abastecimento de águas potáveis às populações citadinas – prioridade das teorias higienistas desenvolvidas ao longo do século. Neste domínio, Nery Delgado acompanha Carlos Ribeiro nos estudos e obras associados ao problema do abastecimento de água a Lisboa e a outras localidades como a Figueira da Foz e Beja. Também intervém nas áreas da construção civil, portos e caminhos-de-ferro, embora neste último caso, se limite a acudir a problemas pontuais, já que raramente é chamado à elaboração de estudos geológicos preliminares a obras desta índole. Inspector-geral de Minas, a partir de 1886, é ainda consultado sobre a actividade mineira e exploração de pedreiras.

Vítima de pneumonia dupla, Nery Delgado, então com setenta e três anos e a patente de General de Divisão, sucumbe, aos 73 anos, durante uma saída de campo, na região do Buçaco. Deixou um espólio documental e científico considerável, que inclui publicações, manuscritos, cadernos de campo, correspondência, mapas, gravuras, fotografias e memorabilia, revestindo-se este acervo de uma importância que não é apenas nacional. Está à guarda do Arquivo Histórico do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), em Alfragide. A par da documentação, o seu espólio inclui, ainda, colecções paleontológicas, litológicas e arqueológicas, bem como instrumentos científicos, pertença do Museu Geológico.

Obras de Nery Delgado

Nery Delgado, Da Existência do Homem no nosso Solo em Tempos Mui
Remotos provada pelo Estudo das Cavernas – Noticia Acerca das Grutas da
Cesareda (Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1867)
(edição bilingue Português-Francês)

Carlos Ribeiro, Nery Delgado, Relatório acerca da Arborisação Geral do Paiz apresentado a Sua Excelência o Ministro das Obras Publicas, Commercio e Industria, em resposta aos quesitos do artº 1 do Decreto de 21 de Setembro de 1867 (Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1868)

Nery Delgado, “Breves Apontamentos sobre os Terrenos Paleozóicos do nosso Paiz”, Revista de Obras Publicas e Minas, 1 (1870), 15-36

Nery Delgado, Terrenos Paleozoicos de Portugal. Sobre a Existencia do Terreno Siluriano no Baixo Alemtejo, Memória apresentada à Academia Real das Sciencias de Lisboa (Lisboa:  Typographia da Academia Real das Sciencias, 1876)

 Nery Delgado, Terrenos Paleozoicos de Portugal. Sobre a Existencia do Terreno Siluriano no Baixo Alemtejo, in: Memórias da Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1.ª classe, [nova série], tomo V, parte II, (1878), 1-56

Nery Delgado, Terrains Paléozoïque du Portugal. Sur l’Éxistence du Terrain Silurien dans le Baixo-Alemtejo, Mémoire présenté à l’Académie Royale des Sciences de Lisbonne (Lisbonne : Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1876)

Nery Delgado, “Correspondance relative à la classification des schistes siluriens a Nereites découverts dans le sud du Portugal”, Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, 7 (1879), 103-111

 Nery Delgado, Relatorio da Commissão Desempenhada em Hespanha no anno de 1878 (Lisboa,: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1879

Nery Delgado, “Apontamentos para Servirem de Base ao Estudo do Projecto de Abastecimento de Aguas da Villa de Figueira”, Revista de Obras Publicas e Minas, 10 (1879), 269-277

Nery Delgado, “Chronica, Secção Noticiosa [Considerações a propósito da Turvação das Águas de Lozaia (Madrid) pelas Chuvas Torrenciais de 27 e 28 de Junho]”, Revista de Obras Publicas e Minas, 10 (1879), 461-464

Nery Delgado, “Les Grottes de Peniche et Casa da Moura. Station et Sépulture Néolithique”, Matériaux pour l’Histoire Primitive et Naturelle de l’Homme, Revue Mensuelle Illustré, 11 (1880), 241-247

Nery Delgado, Relatorio e outros Documentos Relativos à Commissão Scientifica Desempenhada em Differentes Cidades da Italia, Allemanha e França em 1881 (Lisboa: Imprensa Nacional, 1882)

Nery Delgado, “Considerações acerca dos estudos geologicos em Portugal”, Jornal de Sciencias Mathematicas Physicas e Naturaes, 9 (1883), 159-171

Carlos Ribeiro, Nery Delgado, Paul Choffat, A. J. Gonçalves Guimarães, J. J. Rodrigues, L. A Malheiro, “Rapport des Membres Portugais des Sous-Commissions Hispano-Lusitaniennes en vue du Congrès Géologique International devant avoir lieu à Bologne en 1881”,  Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 1 (1883-1887 [1883]), 123-133

Nery Delgado, “Considerações acerca dos estudos geologicos em Portugal”, Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 1 (1883-1887 [1883]), 1-13

Nery Delgado, “Carlos Ribeiro”, Neues Jharbuch für Mineralogie, Geologie und Paläentologie, Jahrgang, (1883), 1-4 (existe versão dactilografada em francês).

Nery Delgado, Paul Choffat, “Rapport de la Sous-Commission Portugaise de Nomenclature en vue du Congrès Géologique International devant avoir lieu à Berlin en 1884”, Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 1 (1883-1887 [1884]), 141-154

Joseph de Baye, Emile Cartailhac, Gabriel de Mortillet, Rudolph Virchow, Vasconcelos de Abreu, Hans Hildebrand, “Discussion [sobre “La Grotte de Furninha”]”, in : Comptes Rendus de la 9e Session du Congrès International d”Anthropologie et d’Archéologie Préhistoriques en 1880, (Lisbonne,  Typographie de l’Académie Royale des Sciences, 1884) pp. 264-270

Nery Delgado, “Rapport de la Commission chargée d’étudier la Question de l”Anthropophagie à Furninha”, in : Comptes Rendus de la 9e Session du Congrès International d’Anthropologie et d’Archéologie Préhistoriques en 1880 (Lisbonne: Typographie de l’Académie Royale des Sciences, 1884), pp. 272

Nery Delgado, “Discussion [Homme Tertiaire]”, in : Comptes Rendus de la 9e Session du Congrès International d’Anthropologie et d’Archéologie Préhistoriques en 1880  (Lisbonne : Typographie de l’Académie Royale des Sciences, 1884) p. 84

Nery Delgado, “Secção Noticiosa. Chronica. Acta da Sessão de 6 de Setembro de 1834. Parecer do sócio Joaquim Filippe Nery da Encarnação Delgado” [Sobre os melhoramentos do Porto de Lisboa], Revista de Obras Publicas e Minas, 15 (1884), 557-570

Nery Delgado, “La Grotte de Furninha à Peniche”, in : Comptes Rendus de la 9e Session du Congrès International d”Anthropologie et d”Archéologie Préhistoriques en 1880 (Lisbonne: Typographie de l’Académie Royale des Sciences, 1884, pp. 207-264

Carlos Ribeiro, J. J. Rodrigues, L. A Malheiro, A. J. Gonçalves Guimarães, P. Choffat, Nery Delgado, “Rapport des Membres Portugais des Sous-Commissions Hispano-Lusitaniennes en vue du Congrès Géologique International devant avoir lieu à Bologne en 1881: Unification de la Nomenclature Géologique; Unification des figures géologiques”, Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Tomo X, 39 (1884), 159-169

Nery Delgado, Paul Choffat, “Réponse de la sous-commission portugaise à la circulaire de M. Capellini, Président de la Commission internationale de nomenclature géologique”, Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Tomo X, 39 (1884), 170-176

Nery Delgado, Choffat, Paul, “Réponse de la sous-commission portugaise à la circulaire de M. Capellini, Président de la Commission internationale de nomenclature géologique”, Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 1 (1883-1887 [1884]), 134-139

Nery Delgado, Paul Choffat, “Réponse de la Sous-Commission Portugaise de Nomenclature en vue du Congrès Géologique International devant avoir lieu à Berlin en 1884”, Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, tomo X, 39 (1884), 177-190

Nery Delgado, “Chronica: Parecer (sobre os melhoramentos do Porto de Lisboa)”, Revista de Obras Publicas e Minas, 15 (1884), 557-570

Nery Delgado, “Note sur les Èchantillons de Bilobites envoyés à l’Éxposition de Toulouse”, Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 1 (1883-1887 [1884]), 167-168.

Nery Delgado, “Note sur les Echantillons de Bilobites envoyés à l”Éxposition de Toulouse”, Bulletin de la Société d”Histoire Naturelle de Toulouse (extrait), 18 (1884), 1-8

Nery Delgado et al., Melhoramentos do Porto de Lisboa, Parecer da Sub-Comissão Técnica, (Lisboa: Sociedade de Geografia ― Typographia e Litographia de Adolfo, Modesto e Cª, 1884

Nery Delgado, “Carta acerca da opinião de Carlos Ribeiro sobre a existência de depósitos glaciares em Portugal”, in E. Navarro, “Controversa entre N. Delgado e E. Navarro sobre a Existencia de Depositos Glaciares em Portugal”, in: E. Navarro, Quatro dias na Serra da Estrella, Lisboa, 1884, pp. 187-194 (dactilografado)

Nery Delgado, “Vestígios Glaciares na Serra da Estrela. Rochas Estriadas, Penedos Erráticos, Moreias”, Revista de Obras Públicas e Minas, 15 (1885), 435-470

Nery Delgado,   Terrains Paléozoïques du Portugal. Études sur les Bilobites et Autres Fossiles de Quartzites de la Base du Système Silurique du Portugal  (Lisbonne : Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1885)

Nery Delgado, Terrenos Paleozóicos de Portugal. Estudo sobre os Bilobites e outros Fosseis das Quartzites da Base do Systema Silurico de Portugal, (Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1886)

Nery Delgado, “Lista dos Exemplares de Mineraes, de rochas e de Fosseis”, in: Hermenegildo Capello, Roberto Ivens, De Angola à Contra-Costa: Descripção de uma Viagem atravez do Continente Africano (Lisboa: Imprensa Nacional, 1886), vol. 2, pp. 465-473. [Classificação efectuada por Nery Delgado e análise microscópica por Alfredo Ben-Saude]

Nery Delgado, Terrenos Paleozóicos de Portugal. Estudo sobre os Bilobites e outros Fosseis das Quartzites da Base do Systema Silurico de Portugal [Suplemento] (Lisboa: Commissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal―Typographia da Academia Real das Sciencias, 1887)

Nery Delgado, Terrains Paléozoïques du Portugal. Études sur les Bilobites et Autres Fossiles de Quartzites de la Base du Système Silurique du Portugal [Suplemento] (Lisboa: Commissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal―Typographia da Academia Real das Sciencias, 1887)

Nery Delgado, “Préface”, Communicações da Comissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 1 (1883-1887 [1887]), V-XII

Nery Delgado, “Elogio Histórico de José Victorino Damásio. Discurso lido perante a Associação dos Engenheiros Civis Portugueses por occasião da inauguração do retrato do illustre general na sala das suas sessões em 30 de Dezembro de 1876”, Revista de Obras Publicas e Minas, 8 (1877), 1-46.

Nery Delgado, “Sobre os Jazigos de Marmore e Alabastro e grutas respectivas dos Concelhos de Vimioso e Miranda do Douro” [Acta da Sessão de 4 de Fevereiro de 1888 da Associação dos Engenheiros Civis Portuguezes], Revista de Obras Publicas e Minas, 19 (1888), 81-89

Nery Delgado, “Reconhecimento Scientifico dos Jazigos de Marmore e Alabastro de Santo Adrião e das Grutas comprehendidas nos mesmos jazigos”, Communicações da Commissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 2 (1888-1892 [1888]), 46-56

Nery Delgado, Relatorio acerca da Quarta Sessão do Congresso Geologico Internacional Realisada em Londres no Mez de Setembro de 1888, (Lisboa: Imprensa Nacional, 1889)

Nery Delgado, “Grottes de S.to Adrião, dans le Nord du Portugal”, in : Comptes Rendus de la 10e Session du Congrès International d”Anthropologie et Archéologie Pré-historiques, 4 (1889),  553-563

Nery Delgado, “Notice sur les Grottes de Carvalhal d”Aljubarrota (Portugal)”, in : Comptes Rendus de la 10e Session du Congrès International d”Anthropologie et Archéologie Pré-historiques, 4 (1889), 564-568

Nery Delgado, “Les Sílex Tertiaires D’Otta”, in : Comptes Rendus de la 10e Session du Congrès International d”Anthropologie et Archéologie Pré-historiques, 4 (1889), 529-533.

Nery Delgado, Relatório acerca da decima sessão do Congresso de Antropologia e Archeologia Préhistóricas [Paris], (Lisboa: Imprensa Nacional, 1890)
  
Nery Delgado, “Les Sílex Tertiaires D’Otta”, Serviços Geológicos [Extracto dos Comptes Rendus da 10e Session du Congrès International de Anthropologie et Archéologie Préhistorique, Paris, 1889], Communicações da Direcção dos Serviços Geologicos de Portugal, 4 (1900-1901 [1889]), 161-164

Nery Delgado, “Notice sur les Grottes de Carvalhal d’Aljubarrota (Portugal)”, Communicações da Direcção dos Serviços Geologicos de Portugal, 4 (1900-1901 [1889]), 165-168.

Nery Delgado, “Notícia acerca de um machado de pedra descoberto nas vizinhanças de Porto de Mós”, Revista de Archeologia, 4 (1890), 137-139.

Nery Delgado, “Préface”, Communicações da Commissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 2 (1888-1892 [1892]), V-XXX.

Nery Delgado, “Contribution à l’Etude des Terrains Anciens du Portugal: Sur l’existence de fossiles dans les schistes maclifères; Sur un exemplaire Discophyllum provenant du Bussaco; Sur la découverte de fossiles cambriens dans l’Alto Alentejo;  Note sur un tuf diabasique contenant des fossiles (por A. Bensaude)”, Communicações da Commissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 2 (1888-1892 [1892]), 216-228

Nery Delgado, “Préface”, Communicações da Comissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 2 (1888-1892 [1892]), V-XXX

Nery Delgado, As Cavernas em geral e especialmente as de Santo Adrião em Traz-os-Montes (Porto: Livraria Internacional de Ernesto Chardron, 1892) e/ou Revista de Portugal, 4 (1892), 31-44

Nery Delgado, Fauna Silurica de Portugal. Descrição de uma nova forma de Trilobite, Lichas (Uralichas) Riberoi (Lisboa: Commissão dos Trabalhos Geologicos de Portugal―Typographia da Academia Real das Sciencias, 1892)

Nery Delgado, Faune Silurique du Portugal. Description d”une forme nouvelle de trilobite Lichas (Uralichas) Riberoi (Lisboa : Commission des Travaux Géologiques du Portugal―Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1892)

Nery Delgado, “As Aguas de Bellas. Reflexões acerca do artigo "As Aguas de Lisboa", publicado no vol. 24 d’esta Revista”, Revista de Obras Publicas e Minas, 25 (1894), 72-81.

Nery Delgado, “Aguas de Belas”, in: Extracto das Actas de Sessões de 1894 da Associação dos Engenheiros Civis Portuguezes, Revista de Obras Publicas e Minas, 25 (1894), 506-515.

Nery Delgado, “Note sur l’existence d’anciens glaciers dans la vallée du Mondego”, Communicações da Direcção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 3 (1895-1898 [1895]), 55-83

Nery Delgado, “Sur l’existence de la Faune Primordiale dans le Alto Alentejo”, Communicações da Direcção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 3 (1895-1898 [1895]), 97-103

Nery Delgado, Fauna Silurica de Portugal. Novas Obervações acerca de Lichas (Uralichas) Riberoi (Lisboa: Direcção dos Trabalhos Geologicos de Portugal―Typographia da Academia Real das Sciencias, 1897)

Nery Delgado, Faune Silurique du Portugal. Nouvelles Observations sur Lichas (Uralichas) Riberoi (Lisbonne : Direction des Travaux Géologiques du Portugal―Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1897)

Nery Delgado, “Préface”, Communicações da Direcção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 3 (1895-1898 [1898]), V-XVI

Nery Delgado, “Les Services Géologiques du Portugal de 1857 à 1899”, Communicações da Direcção dos Serviços Geologicos de Portugal, 4 (1900-1901 [1900]), VII-XLVIII

Nery Delgado, “Quelques mots sur les collections de roches de la province d”Angola récoltées par le Rev. Pe. Antunes”, Communicações da Direcção dos Trabalhos Geologicos de Portugal, 4 (1900-1901 [1901]), 195-201

Nery Delgado, “Considérations Générales sur la Classification du Système Silurique”, Communicações da Direcção dos Serviços Geologicos de Portugal, 4 (1900-1901 [1901]), 208-227

Nery Delgado, “Note sur Scolithus Dufrenoy Rouault”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 5 (1904), 251-253.

Nery Delgado, “Les Services Géologiques du Portugal de 1900 à 1903”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 5 (1904), IX-XXV

Nery Delgado, “Faune Cambrienne du Haut-Alentejo (Portugal)”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 5 (1904), 307-374

Nery Delgado, “Relatório sobre a Organisação da Commissão do Serviço Geológico”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 5 (1904), V-VIII.

Nery Delgado, “Elogio Historico do General Carlos Ribeiro. Discurso lido perante a Associação dos Engenheiros Civis Portuguezes na sala das suas sessões, em reunião extraordinária de 19 de Novembro de 1904”, Revista de Obras Publicas e Minas, 36 (1905), 1-59

Nery Delgado, “Deux Mots à propos du Livre de Mr. Georges Engerrand Six Leçons de Pré-Histoire”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 6 (1904-1907 [1905]), 192-196

Nery Delgado, “Les Services Géologiques du Portugal de 1904 à 1906”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 6 (1904-1907 [1907]), V-XI

Nery Delgado, “Contribuições para o Estudo dos Terrenos Paleozóicos: I – Precâmbrico e Arcaico; II – Câmbrico”, Communicações da Commissão do Serviço Geologico de Portugal, 6 (1904-1907 [1905]), 56-122

Nery Delgado, “Notícia Necrológica do Professor Albert de Lapparent (1839-1908), Separata do Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, 7 (1908), 1-7

Nery Delgado, Système Silurique du Portugal. Étude de Stratigraphie Paléontologique (Lisbonne : Imprimerie de l”Académie Royale des Sciences, 1908)

Nery Delgado, “Adenda 1908 [resumo da obra publicada Système Silurique du Portugal-Étude de Stratigraphie Paléontologique, 1908”, Communicações do Serviço Geológico de Portugal, 7 (1907-1909 [1908]), 216-220

Nery Delgado, “Relatórios sobre a Reorganisação dos Serviços Geológicos Apresentados ao Ministro das Obras Publicas em 1899 (Publicação posthuma)”, Communicações do Serviço Geológico de Portugal, 7 (1907-1909 [1909]), 168-186

Nery Delgado, Terrains Paléozoïques du Portugal. Étude sur les Fossiles des Schistes à Néréites de San Domingos et des Schistes à Néréites et à Graptolites de Barrancos (Ouvrage Posthume) (Lisbonne : Commission du Service Géologique du Portugal/Imprimerie Nationale, 1910)

Fontes biográficas (primárias)

As obras seguintes constituem um conjunto de obituários, ao estilo do século XIX, nos quais se pode obter dados de natureza factual e bibliográfica, nem sempre completos:

Paul Choffat, “Notice Nécrologique sur J. F. Nery Delgado (1835-1908),” Communicações do Serviço Geológico de Portugal, 7 (1907-1909 [1909]), VI-XXI

Paul Choffat, “La Géologie Portugaise et l’Oeuvre de Nery Delgado,” Bulletin de la Société Portugaise des Sciences Naturelles, 3 (1909), 1-35.
S/a, “O General de Divisão Joaquim Filippe Nery da Encarnação Delgado,” Revista Militar, 11 (1908), 741-743

s/A, “Joaquim Filippe Nery Delgado, for Membership in the Geological Society of London,” Geological Magazine, 532 (1908), 480

s/a, “Necrologia – O General de Divisão Joaquim Filippe Nery da Encarnação Delgado, Revista Militar, 11 (1908), 741-742

Francisco Luiz Pereira de Sousa, “O General de Divisão Joaquim Filippe Nery da Encarnação Delgado,” Revista de Engenharia Militar, (1908), 600-602

Luiz Couceiro, “O Inspector-geral de Minas, General Nery Delgado – Elogio Lido na Sessão de 10 de Outubro da Associação dos Conductores de Obras Publicas,” Boletim da Associação dos Conductores de Obras Publicas, 12 (1908), 124-128

Paul Choffat, “Joaquim Filippe Nery Delgado, Président du Service Geólogique du Portugal, 1835-1908,” Broteria, Série Zoologica, 9 (1910), 23-27

António Pereira-Forjaz, “A Geologia Portuguesa e os seus Fundadores: I- Carlos Ribeiro (1813-1882), II – Nery Delgado (1835-1908), III – Paulo Choffat (1849-1910),” Annaes Scientificos da Academia Polytechnica, 14 (1920), 33-43

Carlos Teixeira, “A Figura e Obra de Nery Delgado,” Boletim da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, 12 (1968-1969), 45-54

Fontes biográficas (secundárias)

As obras indicadas abaixo são de publicação recente, abordando aspectos particulares da vida e obra de Nery Delgado, nomeadamente, as suas viagens e enquadramento institucional, bem ainda como análises contextualizadas da sua produção científica nos planos da cartografia, estratigrafia, paleontologia, arqueologia e paleoantropologia, recorrendo, para além das fontes secundárias, à correspondência e outros manuscritos existentes no Arquivo Histórico do LNEG, e documentação existente nos arquivos do Ministério das Obras Públicas, do Instituto Geográfico Português e no Arquivo Militar . 

João Luís Cardoso, “As Investigações de Carlos Ribeiro e de Nery Delgado sobre o ‘Homem do Terciário:’ Resultados e Consequências na Época e para além dela,” Estudos Arqueológicos de Oeiras, 8 (1999-2000), 33-54

Ana Carneiro; Maria Dores Areias; Vanda Leitão; Luís Teixeira Pinto, ‘The Role of Travels in the Internationalisation of Nineteenth-Century Portuguese Geological Science,’ in Ana Simões; Ana Carneiro; Maria Paula Diogo, eds., Travels of Learning. Towards a Geography of Science in Europe, Dordrecht, Kluwer Academic Publishers, 2003, pp.249-297.

Ana Carneiro, “Outside Government Science, “Not a Single Tiny Bone to Cheer Us Up!” The Geological Survey of Portugal (1857-1908), the Involvement of Common Men, and the Reaction of Civil Society to Geological Research,” Annals of Science, 62 (2005), 141-204

Ana Carneiro, ‘The Museum of the Geological Survey of Portugal: The Role of the ‘Bilobites’ Collection in a 19th-century Palaeoichnological Controversy,’ in: Marco Beretta, ed., From Private to Public, Natural Collections and Museums (New York: Science History Publications/USA, 2005) pp. 189-234

Ana Carneiro, “Sharing Common Ground: Nery Delgado (1835-1908) in Spain in 1878,” in Patrick N. Wyse Jackson, ed., Four Centuries of Geological Travel: The Search for Knowledge on Foot, Bicycle, Sledge and Camel, London, Geological Society, Special Publications, 2007, 287, pp. 119-134

Miguel de Magalhães Ramalho, coord., Nery Delgado (1835-1908), Geólogo do Reino, (Lisboa: Museu Geológico – Instituo Nacional de engenharia, Tecnologia e Inovação, IP – Centro de História e Filosofia da Ciência, FCT-UNL, 2008)

Ana Carneiro, “L’Usage Technique et Symbolique des Cartes à la Commission Géologique du Portugal (1857-1908),” in : Isabelle Laboulais, ed., Les Usages des Cartes (XVIIe-XIXe Siècle). Pour une Approche Pragmatique des Productions Cartographiques, (Strasbourg: Presses Universitaires de Strasbourg, 2008)  pp. 257-270

Ana Carneiro, ‘Nery Delgado (1835-1908): Diplomacia e Geologia,’ in: Actas do Congresso Scientiarum Historia II / Encontro Luso-Brasileiro de História da Ciência (Rio de Janeiro: Federal University of Rio de Janeiro, 2009), pp. 337-343
Jesús Catalá-Gorgues; Ana Carneiro, ‘El Projecte de la Carta Geològica d’Europa i la Participació dels Serveis Geològics d’Espanya i Portugal,’ Actes d’Història de la Ciència i de la Tècnica, (2010) 3, 11-22